//Prefeitura de SP, IBM e SP Negócios lançam programa 100% Saúde

Prefeitura de SP, IBM e SP Negócios lançam programa 100% Saúde

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Uma das mais importantes iniciativas para a melhoria da qualidade dos serviços prestados no setor de saúde e, consequentemente, o crescimento das healthtechs, é a parceria entre entidades públicas e privadas, que permitirá que as tecnologias desenvolvidas por startups revolucionem de vez este importante setor. Para isso, a Prefeitura de São Paulo, por meio da SP Negócios, em parceria com a IBM Brasil, criou o Programa 100% Saúde, lançado na noite de ontem na sede da IBM.

“Estamos vivendo a maior transformação já vista na sociedade desde a transformação industrial, afetando negócios de todo tipo e de todas as profissões. Chamamos isso aqui na IBM de Era de Negócios e Governos Cognitivos. Uma era na qual o recurso natural para o desenvolvimento das sociedades não é mais o petróleo, agricultura ou a água, mas os dados”, diz Fábio Rua, Diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da IBM Brasil.

“Os nossos problemas (na administração da saúde) são exatamente o terreno fértil onde os empreendedores vão exercer as suas funções e trazer soluções”, afirma o secretário municipal de saúde, Wilson Pollara. “Os médicos estão entre uma das profissões que vão desaparecer, junto com o contador, o corretor de seguros e o advogado, por isso é importante acompanhar a evolução das novas tecnologias para continuar no jogo”, diz.

O secretário pontua também a necessidade de dados para um melhor controle das necessidades da população.”Como eu posso saber, hoje, quantas pessoas precisam ser operadas de hérnia em São Paulo, por exemplo? Só com estes dados, eu posso saber de quantos cirurgiões eu vou precisar. Como eu posso orientar a população sobre onde ir a partir de determinado problema? É preciso regular a população que estamos atendendo e saber exatamente qual a demanda dela.”

O novo programa selecionará 70 startups de saúde que passarão a ter 12 meses de acesso a mentorias, eventos e créditos para utilização na IBM Cloud, plataforma que oferece serviços de Big Data & Analytics, Computação Cognitiva (IBM Watson), IOT. As atividades do programa começam em abril.

“O mercado de saúde representa um setor estratégico para geração de novos negócios para a cidade. Com esta iniciativa, estamos aproximando grandes empresas, investidores e startups, promovendo maior atração de investimentos para o setor”, afirma Juan Quirós, presidente da SP Negócios. “Quando juntamos forças com o poder público e o privado, temos uma noção muito clara daquilo que é, de fato, a necessidade das pessoas de um projeto como o nosso.”

Os pilares do Programa 100% Saúde são Networking, que oferece troca de experiências com uma comunidade de empreendedores que estão à frente de scaleups e se ajudam mutuamente; mentoria, onde as startups selecionadas receberão acompanhamento de um mentor/padrinho durante o crescimento do negócio e conexão com IBM e SP Negócios, recebendo todo o apoio necessário de especialistas de negócios de áreas que tenham sinergia com a startup.

“O mercado de saúde representa um setor estratégico para geração de novos negócios para a cidade. Com esta iniciativa, estamos aproximando grandes empresas, investidores e startups, promovendo maior atração de investimentos para o setor”, afirma Juan Quirós, presidente da SP Negócios. “Quando juntamos forças com o poder público e o privado, temos uma noção muito clara daquilo que é, de fato, a necessidade das pessoas de um projeto como o nosso.”

Health Tech BR

O lançamento do Programa aconteceu durante o seminário Health Tech BR, organizado pela SP Negócios e que tem o objetivo de debater os desafios e soluções das startups de healthtech no Brasil. No primeiro painel do evento, fundos de investimento, como eBricks, Kick Ventures, Redpoint eventures, Vox Capital discutiram sobre o papel deles no mercado de healthtechs. O painel contou também com a moderação de Geraldo Santos, diretor-geral do Startupi, parceiro do evento.

“Nós acreditamos que negócios promovem transformação social positiva. E nós, na Vox Capital, só investimos em startups que geram esta transformação para a população. Investimos em três áreas principais: saúde, educação e serviços financeiros, sendo que saúde representa mais de 50% dos nossos investimentos”, explica Erik Cavalcante, da Vox Capital.

“O setor de saúde vem amadurecendo muito no Brasil, e esta maturidade passa por entender que o mercado no Brasil é único. Procuramos investir em empreendedores que estejam focados em soluções direcionadas em problemas específicos do mercado brasileiro de saúde”, explica Guilherme Cervieri, da eBricks.

Rodrigo Baer, da Redpoint eventures, fala sobre a tese de investimento da Redpoint para investir em startups de saúde. “Investimos em empresas que otimizem o tempo dos pacientes e médicos e melhores a qualidade dos serviços prestados, tanto para hospitais públicos quanto para clínicas privadas”, explica.

Sobre a importância entre iniciativas realizadas entre instituições públicas e privadas para o fomento deste mercado, Mozart Marin, da Kick Ventures, diz que o negócio cria núcleos de colaboração e aceleração corporativa, conectando o setor público e privado aos ecossistemas de startups. “A gente vê uma pujança de negócios acontecendo e um movimento natural das corporações, públicas ou privadas, se aproximarem das startups. Isso é emblemático porque força as companhias à inovação”, diz.

Para falar sobre como as startups e as grandes empresas podem crescer juntas, participaram de um painel representantes da Dasa, Qualicorp, Hospital Albert Einstein e Eurofarma, com moderação de Fernando Cembranelli, do Health Innova Hub.

José Cláudio, do Hospital Albert Einstein, acredita que o setor da saúde no Brasil ainda é novato nesta área de empreendedorismo. “O tema startups/investimento chegou no Brasil há pelo menos 20 anos. Na saúde, fala-se sobre isso há cerca de 5. Há 10 anos, apenas 20% dos hospitais norte-americanos tinham prontuário eletrônico. Hoje, são 99%. Nós somos os EUA 10 anos atrás atualmente. Mas a boa notícia é que estamos nos digitalizando rapidamente”, explica.

Elton, representante da Qualicorp, explica que trabalhar com startups, principalmente em uma grande corporação, não é tarefa fácil. “Para inovarmos dentro de casa, precisamos levar uma nova cultura para todas as áreas dentro da empresa. Nós, na Qualicorp, já estamos superando este desafio, mas é um grande aprendizado.”

Aprendizado este que a Dasa está acompanhando. De acordo com José Guinle, a empresa selecionará até 25 startups para instalar dentro do Cubo, junto com um laboratório experimental para testes de novas tecnologias.

Sobre o relacionamento das startups com as corporações da área da saúde, Paulo Braga, da Eurofarma ,diz que cada Corporate Venture se relaciona com os empreendedores de uma forma diferente, por isso é importante que o empreendedor entenda o momento de sua startup e o tipo de Corporate Venture ideal para ele. “Alguns Corporate Ventures investirão nas startups, outros se tornarão clientes das startups, há uma série de possibilidades. É preciso que haja um alinhamento de expectativas”, diz.

O próximo Health Tech BR acontecerá em maio no Cubo, em São Paulo. Acompanhe o Startupi e saiba novidades sobre o evento.

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